A Caseína no Esporte e na Vida do Mortal Comum . |
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Por Marília Coutinho e Jaka CASEÍNA: do latim “caseus”, queijo. A trilogia protéica nessa segunda edição apresenta a caseína, uma das melhores fontes de proteína que os atletas de força podem usufruir. Apesar de ainda ser de baixo consumo em nosso país, a caseína nos EUA já é um grande concorrente do whey. Naturalmente consumida através do leite e utilizada na produção de diversos derivados de leite, como os queijos por exemplo. Mas não é somente isso..
Vamos explicar melhor, a caseína além de ser usada na alimentação também possui propriedades que são úteis na indústria produtora de plásticos e adesivos, sendo assim, o cabo do seu guarda chuva e o punho da faca do Tião possuem caseína. Não pense agora que se você derreter os punhos das facas da cozinha de sua mãe e o cabo de seu guarda chuva estará obtendo uma caseína de alta biodisponibilidade e com grande teor protéico. Por favor, não faça isso! Isso é um aviso, pois já vimos - quase de tudo - sendo feito por atletas desesperados em busca de maior “octanagem” para melhora de performance. Não duvido de mais nada depois que vi um aluno meu comendo farelo e sal de gado para “dar uma inchada”! Agora vamos dar uma olhada na tabela abaixo e conferir as frações protéicas no leite de vaca. Observe a concentração de whey e poderá ver a razão pela qual é necessário tanto leite para se produzir aquele bujão de whey que afunda o teto da geladeira de sua mãe. Proteínas e frações de proteínas no Leite de Vaca
From Jensen, G. Handbook of Milk Composition. New York: Academic Press, 1995, p. 465. As caseínas representam cerca de 80% do conteúdo protéico do leite. As principais frações de caseína são a alpha(s1) and alpha(s2)-caseins, ß -casein, and kappa-casein. Caseínas são proteínas conjugadas, onde o fósforo e o cálcio desempenham um papel importante nas estruturas que elas formam, chamadas “micelas”. Em resumo, é uma FOSFOPROTEÍNA do leite.
As propriedades químicas das caseínas fazem delas macronutrientes com comportamento bastante peculiar: caseínas têm pouca estabilidade estérica (estrutura terciária, no espaço), não têm pontes dissulfeto e contém um grande número de sítios hidrofóbios expostos. Isso dá a elas pouca solubilidade na água. É esta a característica que determina a formação de micelas, estruturas que unem muitas moléculas de proteína através de cálcio e fósforo coloidal e dão a elas solubilidade em meio aquoso, desde que o pH não seja ácido. Acredita-se que essas estruturas foram selecionadas ao longo da evolução para disponibilizar mais eficientemente os nutrientes aos mamíferos recém-nascidos: 90% do cálcio do leite está na forma coloidal, preso às micelas de caseína. Com esta estrutura, a caseína é rapidamente coagulada no estômago dos mamíferos, cujo ambiente é de pH bastante ácido. Tal efeito digestivo torna a disponibilização de minerais e peptídeos mais lenta e estável. Forma de Uso Sugerida: Dose 1: Pela manhã logo ao levantar você deve tomar a primeira dose: Dose 2: Pós treino Adicione 1 scoop de caseína ao seu shake de whey Dose 3: Ao deitar, como preventivo / minimizador do catabolismo noturno: Dose 4: * 1 scoop com 300ml água caso acorde na madrugada. Lembrando que estas formas de uso dependem das condições financeiras de cada individuo devido ao fato deste suplemento ainda ser de difícil acesso (somente importados) em nosso país e também devido a este ainda apresentar preços muito altos para a realidade de todos os praticantes de esportes de força em nosso país. Você pode obter uma boa fonte natural de caseína de alimentos como a Ricota e queijos magros em geral, sendo estes em menor quantidade. CASEÍNA: à Altamente ANTI-CATABÓLICA! Nossa trilogia continuará! Em breve: SOJA - Proteína Para Todos (Será?) Um grande abraço da Marília e do Jaka www.academiabio.com.br Referências bibliográficasTeschemacher H, Koch G, Brantl V. 1997. Milk protein-derived opioid receptor ligands. Biopolymers. 43(2): 99-117. Meisel H. 1997. Biochemical properties of regulatory peptides derived from milk proteins. Biopolymers.43(2):119-28. Clare DA, Swaisgood H.E. 2000. Bioactive milk peptides: a prospectus. J Dairy Sci. Jun;83(6):1187-95. Aimutis WR. 2004. Bioactive properties of milk proteins with particular focus on anticariogenesis. J Nutr. Apr;134(4):989S-95S. Hall WL, Millward DJ, Long SJ, Morgan LM. 2003. Casein and whey exert different effects on plasma amino acid profiles, gastrointestinal hormone secretion and appetite. Br J Nutr. Feb;89(2):239-48. Links legais:http://www.foodsci.uoguelph.ca/dairyedu/chem.html
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